Minha primeira experiência profissional

 

Lembro como se fosse hoje, era abril de 1994, tinha 14 anos na época. Estava voltando de um passeio em família quando vi um banner em frente ao uma loja do McDonald´s anunciando que estavam contratando funcionários para trabalhar no novo shopping que iria inaugurar em breve.

Chegando em casa não hesitei em pedir ao meu pai para me levar até lá para preencher a ficha e me candidatar à vaga para atendente de lanchonete. Lembro também que um mês antes eu havia tirado minha carteira de trabalho, pois estava determinada a ter meu primeiro emprego naquele ano. E deu certo!  Fui contratada em maio de 94 e começava assim minha trajetória profissional.

Sempre quis ser independente, ter meu dinheiro, queria caminhar com as minhas próprias pernas. Mais do que isso, eu sempre enxerguei o trabalho como algo libertador, não só pelo dinheiro e independência, mas pelas experiências e aprendizados que só o trabalho nos proporciona.

Desde aquele dia em maio de 94 eu trabalhei em inúmeros empregos diferentes, em diferentes segmentos que me levaram a me descobrir como profissional; conhecendo minhas competências, meus pontos fortes, meus pontos fracos, onde eu precisava me esforçar mais, e também as dores do crescimento durante o processo. Descobri ainda algo muito importante: que eu não necessariamente precisava aceitar o “pacote pronto” e não precisava me sentir mal por causa disso.

Mas afinal, o que seria o pacote pronto?

O que as pessoas geralmente dizem a respeito do trabalho? O que ele significa?

Desde sempre eu ouvia que “tem que trabalhar para ganhar dinheiro, de preferência em uma grande empresa”, onde iniciaria a carreira e só sairia quando me aposentasse. Não tinha alternativa, os passos já estavam determinados e era só seguir, sem erro, sem dúvidas. Essa é uma crença de nossos pais, avós, pessoas que viviam em uma época onde isso era realmente a única opção para uma carreira profissional bem-sucedida.

Conforme trabalhava, sentia que talvez esse tal pacote pronto não seria a única opção para mim, que talvez existisse algo a mais que eu pudesse explorar. Trabalho, além de dinheiro, estabilidade e independência financeira, é autoconhecimento, representa uma importante transição em nossa formação como pessoa.

Minha primeira experiência profissional

Hoje o mercado de trabalho está se transformando em algo maior, algo mais significativo e o mais legal de tudo isso é que você pode escolher o que quer fazer, pode experimentar, pode aceitar, pode negar.

O primeiro emprego, as primeiras experiências profissionais são as mais importantes: é quando começamos a entender o mundo como ele é, entender qual o nosso lugar nele, qual nossa missão e todos os aprendizados que irão sedimentar sua trajetória profissional.

Graças a todas as experiências profissionais que tive, hoje vivo a minha missão, faço o que eu acredito e não me arrependo de nada. Aproveitei cada uma delas; e eu recomendo a você, que está começando sua trajetória profissional, que aproveite, abra sua mente e coração a cada uma das experiências. Não existe profissão ruim, existe a profissão certa para você, e para encontrá-la é preciso começar, trilhar cada etapa e aprender sempre.

 

*Texto escrito em parceria com o blog Eureca

http://www.blogeureca.com/primeira-experiencia-profissional/

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